quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EU E HEBE CAMARGO


Hebe foi um marco em minha vida. Foi o primeiro programa de entrevista do qual participei.
Ficamos amigas, mas a minha timidez calava minha boca, não conseguia nem olhar para seu rosto sem tremer, mesmo assim, sentia que ela gostava de mim. E eu? Eu, bem, quem não amava a Hebe? Eu adorava a Hebe.
Participei de muitos programas depois daquele distante dia de 1980.

Alguns anos depois fui grávida ao programa. Meu último dia de gravidez. Saí de lá com a bolsa estourada e segui direto para o hospital onde tive o bebê. Voltei no domingo seguinte com minha filha no colo. Foi emocionante.

Hebe marcou muitos momentos maravilhosos em minha vida.
Quando fui para a Itália, ela me ligou e falou tanta coisa linda para mim. Combinamos de nos encontrar assim que eu voltasse.
Voltei um ano e meio depois, liguei para ela, embora soubesse que seu celular já deveria ter mudado, como de fato, mudara.
Procurei antigos amigos em comum, mas eu estava fora da mídia e nem preciso nem quero recordar isso. Enfim, não consegui mais fazer contato com ela, exclusivamente pela má vontade de algumas pessoas. Prefiro                                esquecer.
Infelizmente, Hebe nunca soube que eu havia procurado por ela intensamente. Inclusive tentei visita - la quando de sua primeira internação. Não consegui.

Sinto muito em não ter tido oportunidade de abraça – la novamente. A gente se gostava, eu gostava dela e tive e tenho muitas razões para ter certeza que ela gostava de mim, mas... Eu                                                             deixei que algumas pessoas                                                                        formassem uma barreira entre ela               e eu.

Jamais, eu juro, jamais irei deixar pessoas impedirem a minha expressão de amor por quem quer que seja que eu ame. 

Hoje, estou aqui chorando a falta que ela faz.