sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"Eu abro meu Neruda e apago o sol..."

 Hoje to como a música de Vinícius: Hay dias que no sé lo que me pasa...

Já abri meu Neruda e apaguei o sol, só falta misturar poesia com cachaça - não sou poeta e nem tomo cachaça - então fico só de sol apagado.

Tem dias que não deveriam ser dias, deveriam ser noites para que a gente pudesse apenas e somente dormir. Dormir muito. Só dormir e mais nada.
Mas o raio do sol lembra - me que a vida continua.

Esta difícil carregar no drive da minha life esses últimos dias e quando li meu horoscopo - última tentativa de ver um futuro bacaninha - meu signo diz que estou numa ótima fase, a qual devo aproveitar, pois momentos difíceis virão. MINHA NOSSA SENHORA!!!!
O que faço? Joguei o horoscopo fora e resolvi que a m---- que vier eu chuto.

Esclarecendo:
Não é problema financeiro não!
Não é questão de nada relacionado à minha carreira.

É desaforo aguentado. É injustiça engolida. É o verme que vence. É a incompetência que se estabelece, enfim...
É tudo isso junto e misturado.

Queria gritar, mas não posso.

Falo com amigo que diz que devo ter pensamentos positivos:
- Eu tenho, juro que tenho, mas ouça: a situação é essa e essa - expliquei. Ele pediu para ligar mais tarde.
Mais um amigo que foge. Vai embora, filho da mãe. Nem se preocupe em voltar!

Quem não tem um dia assim???
Quem não quer apagar o sol, pelo menos uma vez na vida, abrir um Neruda e mandar alguns cretinos pra bem longe.