quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Big Brother


O mundo parece um grande Big Brother. Já li isso em algum lugar. Uma pena que não encontrei nenhuma referencia para colocar aqui. Não se trata do livro de George Orwell 1984, onde narra - se a história do personagem Winston Smith e a sociedade oligárquica e repressora imaginada de forma magistral por Orwell.

A minha, particular e meio doida, reflexão diz respeito à diferenças, mesquinharias, guerras e o cada um por si num planetinha chamado Terra.

Terra: planeta pequeno demais para mais de 6 bilhões de seres tão impressionantemente distintos entre si.

Em que lugar tantas pessoas extremamente diferentes se aglutinam e lutam uns contra os outros? 

Há mais de 4 bilhões de anos existe luta. A luta dos elementos, a desgaseificação, a luta tectônica e tantas outras que nem consigo entender, demonstram a luta empenhada pela vida, pelo aparecimento de um mundo em condições agradáveis para a sobrevivência de variadas e empolgantes espécies.
Calcula - se, segundo pesquisas, que a origem do homem desmembrado do macaco, ocorreu há cerca de 20 milhões de anos. E, mais categoricamente, alguns cientistas afirmam que tem apenas 60 mil anos que o homo-sapiens surgiu no planeta. 
Não sou nenhuma expert no assunto Evolução do Homem na Terra, nem discuto se Adão e Eva existiram ou se o Universo foi criado em 7 dias. 
Mas...
Aí, nesse período de 60 mil anos, por pura suposição e cisma minha é que começou a brincadeira universal dos BBTs*

*BBTs -  Big Brothers Terráqueos.

Concluí, pasma e chocada que:
A Terra é a casa dos BBBs terráqueos. 
Por quê?
Porque são milhares de culturas extremamente antagonistas, milhares de seres humanos tão diversos, tão únicos, impares em todos os sentidos. 
Gente que se odeia sem razão, sem motivos e gente que se ama pela mesma falta de razão ou motivo. Seres muito diferentes uns dos outros.

- De uma certa maneira, parece uma festa perceber um mundo singular em cada indivíduo. Parece mágico e maravilhoso tantas diferenças e particularidades. Imaginar, bestamente, que não existe um rosto exatamente igual ao outro no mundo todo e nem em toda a história da existência, dá um calafrio na espinha (coisas que não entendo provocam esse arrepio medroso no alto das minhas vértebras e desce até o cóccix e não é agradável). Porém, de forma abestada também e por essa mesma razão, sinto em minhas entranhas uma euforia e sentimento de grandiosidade universal, que, instantaneamente e inversamente aos meus sentidos de Ser humano único e pertencente aos Cosmos e apesar do meu calafrio e euforia, eu, como um pedaço de estrela, restos de carbonos, sinto - me tão pequena e sem importância. Finita. Limitada. Mais uma exatamente igual a qualquer outro BBT, seja um BBT chinês, russo ou paraguaio.
Percebo que somos comuns e iguais apesar das complicadas diferenças. 

O problema é que neste BBT, as nações, credos, culturas e todas as diferenças dos participantes desse Universal reality show servem para justificar disputas, ganhos vantajosos em detrimento de perdas de outros participantes, guerras, picuinhas, mesquinharias e fofocas. 
Nestes últimos 60 mil anos, algo deu errado. Extraterrestres invadiram um sistema perfeito de evolução da Natureza e aí parece- me, que colocaram um vírus chamado homens.
Gengis Khan, Átila, Cruzados, Inquisidores, Hitler, Stalin, Pol Pot, Suharto e tantos outros estavam doentes, afetados pelo vírus ou, foram voluntários para a propagação do mesmo.
Mas, o homem comum, o cidadão da humanidade, como erva daninha, multiplicou esse mesmo vírus e o espalhou com a leviandade dos medíocres, sujos e doentes.

Parece não haver ganhadores no BBT. Mesmo quando, aparentemente ganham, tal como Bonaparte, Idi Amim ou Herodes, eles perdem. Ninguém percebe isso. As câmeras escondidas dos Extraterrestres que comandam o BBT escondem esses pormenores de um público extragalático que se diverte às custas de um pequeno povo habitante de um pequeno planeta numa tal Via-láctea. 

Mas, mesmo parecendo doida, e quem nega que não sou? (Eu não nego.) Eu ainda tenho esperança numa retomada da Evolução da Natureza, desviada que foi há cerca de 60 mil anos.  
Alguns terráqueos não foram contaminados. Poucos, é bem verdade, mas alguns habitantes querem paz e união entre as raças diversificadas. Esses imunes ao vírus pestilento de guerras, mediocridades e picuinhas, acreditam num mundo melhor, numa era de fraternidade e alegria de viver. 
Eu acredito em alguns seres humanos.