sábado, 9 de fevereiro de 2013

Obrigada, Mancha Verde!



Vi a Mancha Verde homenageando Mario Lago.
Fiquei emocionada. Trabalhei com o gênio em 1990 na Globo.
Ficava observando aquele homem de um passado que eu só conhecia pelos livros.
Na época procurei "Na Rolança do Tempo" e depois de muita procura, finalmente encontrei um exemplar num Sebo. Li o livro em menos de 3 dias. Fiquei mais encantada ainda com aquela figura histórica, boêmia, militante e de aparência quase transparente de tão branquinho e de tanta doçura; mas havia o outro lado: homem corajoso, poeta lúcido de O Povo escreve a História nas Paredes (Download gratuito neste link http://www.mariolago.com.br/download/o_povo_escreve_a_historia_nas_paredes.pdf .)
Eu me apaixonei pela alma daquele homem sem preconceitos, destemido, talentoso, humilde e simples, tão simples que me surpreendia por ele saber quem eu era. É, ele conhecia meu trabalho no cinema e respeitava. E, se ele respeitava que me importava a opinião alheia daquela época distante.
Conviver com Mario Lago durante os meses de gravações foi mágico. Conversar com ele, ouvir suas ponderações foi algo para se guardar, como diz o poeta, dentro do peito embaixo de sete chaves.

Tenho essas brechas de felicidade em minha vida, - vida que não foi nada fácil e na maioria das vezes bem triste - tenho esses espaços de alegria e júbilo que não há como aquilatar. Conhecer Mário Lago foi uma brecha de felicidade. Um espaço leve que carrego com um misto de orgulho, devoção, privilégio e oportunidade que eu soube aproveitar! Faz bem para minha autoestima saber que o universo conspirou a meu favor e proporcionou o momento certo para que eu andasse ao seu lado e usufruísse de sua presença ímpar. Foi uma dádiva que muitos não tiveram e que outros não aproveitaram.

"Tudo na vida é risível. É só você prestar a atenção. As coisas têm sempre um lado debochado. "

"Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram 
em torno apenas de grandes momentos. 
Todavia, os grandes momentos frequentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância."


"Não foi vida jogada fora a que vivi."

Mario Lago.

Obrigada, Mancha Verde. Valeu!