sábado, 5 de novembro de 2016

Pessoas INTENSAS em ajudar?

O problema ao pedir ajuda é se deparar com pessoas "intensas" em ajudar. Pessoas que, imediatamente,  querem mudar sua vida, seus padrões e te doutrinar para ser exatamente como elas.
Com tanto empenho e intensidade na ajuda, elas parecem querer  te empurrar para um canto de sua alma e ocupar o centro de sua vida.
O que mais desejam é mostrar o quanto você está sendo pequena e incompetente e o quanto elas são mais "santas" que você.
Ajuda e tortura. Com uma mão elas te alimentam, com a outra, te desnutrem.
O calvário do carecente, recebedor da ajuda intensa, é tão grande quanto a necessidade de assistência.
Nesta condição, o preço a ser pago ao benfeitor parece alto demais. 


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Deitada nos campos de morango.

SOMENTE PARA QUEM VIAJOU NOS ANOS 70.

Nothing is real 


Deitei. Fechei os olhos. 
Uma voz suave, mas cortante me chamou.
Abri os olhos.
Um rapaz loiro, com um raio vermelho desenhado no rosto e que eu não via desde 1972, estava em cima de mim. Ele disse:
- There's a starman waiting in the sky.
- Não vamos deixa - lo esperando. Respondi.
Coloquei um vestido curto de piquê com desenho de uma margarida, lenço amarelo na cabeça, tranças no cabelo, óculos grande no rosto e minha bota branca. 
- Ready to go. 
The Starman sorriu, navegamos nas estrelas e ele revelou - me um segredo.
- Let your children lose it.
O raio vermelho de seu olho brilhou e psicodelicamente se transformou no meu mais amado modo de transporte da juventude, the yelow submarine.
- Vamos viajar? Perguntei.
- A Magical Mistery Tour.
Embarcamos no Yellowsub, como eu e minha amiga adolescente o chamávamos.
- Quero ver George. - Pedi.
- First, the King must bless us.
Uma alegria imensa penetrou meu coração quando the yellow submarine navegou nas águas do Tennessee e aportou em Memphis, no jardim da terra cheia de Graça.
E lá estava ele. 
The king. 
Nenhuma palavra foi dita. Fizemos reverência e ele tocou minha alma pedindo para ama - lo com ternura.
Respondi em pensamento - I bless the day I found You.
Fiquei ali uma eternidade.
Mas, the magical mistery tour devia continuar. 
Olhei para o Rei e implorei. - So never leave me lonely. Ele sorriu e me fez lembrar das noites que passamos juntos em meu quarto de adolescente quando ele vinha, pelo rádio, me saudar nas madrugadas solitárias do início de minha vida.
Prosseguimos. 
The bluebird veio nos levar, em suas asas, até os portões de Strawberry fields. 
Um jovem cabeludo, com óculos redondos, usando um chapéu preto passou sorrindo. Meu coração ficou apertado, ia me desequilibrando ao recordar de New York, foi aí que ouvi sua voz cantando. 
All we need is love. 

A sensação de paz e amor voltaram ao meu espírito. 
Descansei nos campos de morangos.
Fechei os olhos e entrei num cinema. Na tela passava algum filme antigo, preto e branco, não sei qual era, mas era muito romântico. Olhei ao meu lado e lá estava o meu mais querido de todos. 
Eu disse - I wanna hold your hand.
Durante séculos, ficamos, lado a lado, tocando cítara e recitando mantras, enquanto a sua guitarra chorava suavemente .
It's wonderful to be here, it's certainly a thrill.
Mas, ouvi sua voz dizendo - Sunrise doesn't last all morning - lágrimas vieram aos meus olhos e seu sorriso me contou - A cloudburst doesn't last all day 
Era chegada a hora de voltar.

Voltei. 

Passei pelo diário desbotado dos meus catorze anos e preenchi mais uma página.





segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Escrava sexual

LEIA COM BOM HUMOR, POR FAVOR!

Escolhi meu passado: simbolo sexual.
A sexualidade me escravizou, mesmo sendo, eu, uma mulher sem muitos arroubos sexuais.
Acostumei - me tanto a ficar nua, que controlo o ímpeto de deixar a roupa deslizar para o chão quando estou na mira de uma câmera.
Gostei de minha vida. Gostei e desfrutei.
Não lamento o que escolhi fazer, ou mesmo, aquilo que, nem sei se escolhi, mas que aconteceu no passado.
Minha imagem é sexo. Eu não sou. Sou uma mulher satisfeita, já tive transas memoráveis e outras, digamos, bem frustrantes.
Por que estou escrevendo sobre como foi e, ainda é, viver de uma imagem sensual?
Porque, às vezes, enche. Sabe aquela gota que falta, a veia que salta....
Estou quase resvalando para o clichê " hei, eu não sou apenas um corpitcho"! Outrora fenomenal, agora... dá pro gasto e para olhar no espelho. Se bem que, minha alta auto estima enxerga maravilhas em mim. Adoro meu corpo com algumas sobrinhas aqui e ali, um peito maior que o outro. Dois peitos grandes que me pesam na coluna, mas continuam lisos, brancos e com auréolas rosadas (Atentem, que já estou quase me exibindo, quase deixando "deslizar a roupa...")  - Resultado do vício de viver, meio sem querer querendo, de uma imagem sensual. -
Penso que:
- se eu soube viver tão bem a imagem de deusa sensual, por que não vivi a vida verdadeira de uma ótima atriz que sou? Simples. Não consegui me libertar da escravidão.
Virei escrava sexual de minha imagem sexualizada.
Na Record, não me aceitam, por causa de minha imagem. Idem no SBT. A Globo nem se lembra que existo para me excluir de suas novelas por causa da minha imagem sensual ou não.
Bem, na Globo, em geral, o autor e diretor decidem o elenco. Então, I am fucked. Totally fucked.
Não conheço nenhum diretor!!!!! Oh, my godness!!! I'm lost, YES, I'm lost.
Autor, conheço alguns da velha guarda.
A ex esposa de um grande autor, BRB, era amiga minha, uma mulher que eu admirava, mas, quando ela soube de uma conversa tosca, bem burrinha e simplória que tive, na frente de sua filha, que hoje é autora consagrada, ela ficou muito chateada comigo. Falou na frente do marido e de um poderoso diretor Global, que eu jamais seria bem vinda às novelas do marido. Dito e feito e aceito. Será que eu teria feito o mesmo que ela fez? Não, não teria, ou teria? Ou não? Ou teria? Sei lá.
O Aguinaldo Silva não me conhece e nem pode me amar, exatamente porque não me conhece, se conhecesse, iria me amar. mas ele nem quer me conhecer e, de quebra, ele detesta a pornochanchada e já disse, no twitter, que somos musas de punheteiros. Acha, caro leitor (a) que ele vai se dignar a olhar para esse tipo de musa? Só se ele tivesse batido uma pra mim, naquela época. Não bateu.
O Walcyr, que gosta de mim e admira meu trabalho na defesa animal, também não vai me chamar. Já, com a Glória Perez, eu falhei. Falhei mesmo. Ela tem toda razão em não me chamar de volta e eu tenho razão em sentir vergonha diante dela.
Com esses detalhes, nem tão sórdidos, e, assumindo minhas responsabilidades pelos meus atos, e falando mais do que devia, ( atriz inteligente se cala diante de globais que podem dar emprego) eu concluo que, jamais, voltarei às amadas novelas da Globo.
Se você, prezado leitor ou leitora, quiser me apoiar, não fale mal da Globo, por favor! Confesso, sem pudor, afinal, despudor é coisa de simbolo sexual, que eu a-do-ra-ri.a ganhar meu pão lá, no projac, porque o tamanho do pão de lá..ai ai... Dá até orgasmo só em pensar... Vou manter esperanças, manter o foco e continuar com minha vida de gostosona without Globo.
Você pode até argumentar e dizer: Nicole, não se humilhe diante da Globo!!! Eu me humilho diante da Globo, SIM! Faria mais, eu até daria o .... (Eita, escravidão sexual,!!!!)
Então, querer ir fazer novela na Globo, soa como uma escrava dos 1700 querendo ser Sinházinha. Não tem como!
Se bem que... pensando bem... Chica da Silva reinou em meado do século XVIII... Ainda me resta esperança;
Força e Foco, neo escrava sexual.

Amigos, tudo é uma brincadeira! Não me levem a mal.
For God's sake, my friends, don't screw (fuck) me more than I'm already screwed

Ops.
FALHA MINHA!!!
Eu estou no conglomerado Globo.
No CANAL BRASIL, toda QUARTA FEIRA, MEIA NOITE, apresentando um dos programas mais vistos do canal. O Pornolândia (olha o nome, vai veno si pódi)

Oh, Yeah, I'm not so fucked.



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SEMPRE É NOITE NOS CONTOS TRISTES DE TERROR.

Sempre é noite nos contos tristes de terror.
Não é dia no abismo ao qual fomos lançados, impiedosamente. Nunca é dia quando imploramos por socorro. É noite. Sempre noite. E escura.
O final da vida chegava rapidamente, mas ela já não vivia. Sua mente tinha se esgotado e desistido da lucidez, abandonando - a ao sabor de ligeiras recordações, navegantes solitárias, no escuro lago chamado Alzheimer.
Num piscar de olhos acordava e no outro já não estava mais ali. Observava o nada, o infinito e eterno nada.
No lusco fusco de suas lembranças surgiam imagens de sorrisos, batom vermelho e sexo prazeroso. E, num relance, via - se deitada,  o nariz impregnado do cheiro acre de remédios e velha, muito velha, bem mais velha que sua avó.
- Estou viva?
Na janela, a luz esbranquiçada do sol anunciava uma linda manhã. - Uma vontade louca de ir à praia e se juntar aos amigos. Levantava com dificuldade e a praia já não estava mais lá. Tudo escurecia. Escuridão mórbida e avassaladora. A luz se apagara em plena manhã ensolarada.
E, no outro dia ou outra semana, acordava, novamente.
- Mãe, tive um pesadelo. Eu não era mais eu. Não tinha mais minha patota. Eu estava só e triste.
Uma voz suave e falsa, respondia.
- Sou a enfermeira, querida. Não sou sua mãezinha.
Ela olhava aquela mulher vestida de branco e percebia que estava, tristemente, sozinha.
E, enquanto mergulhava, mais uma vez, no oceano escuro de sua mente, lembrou a frase de uma canção, ouvida e repetida muitas e muitas vezes.
- Help, I need somebody.
Escureceu.

  

terça-feira, 30 de agosto de 2016

quem não tem olhos, mata. Lucem Ferre


Qual a razão para se dizer feliz?
Em que tipo de mundo vivemos para a consciência dormir tranquila?
Somos parte de uma tribo esquizofrênica. Muitos se arrogam primogênitos de Deus, com sentimentos superiores ao do próprio Pai, donos da razão, do poder e da possessão da foice que ceifa vidas. Dividem territórios, dissipam famílias, corrompem crianças, jogam pais de família pela janela alta do desespero. Como dormir com choros de crianças nos frágeis barcos naufragando nas noites escuras dos mares europeus? Quantos braços enlaçarão a dor das mulheres despetaladas? E, minha cama confortável e indiferente aguarda meu descanso. Deito e demoro a dormir, ando em círculos mentais até de madrugada e a fome cresce, o arrasamento de florestas, a extinção das espécies... Tudo crescendo.
Eu levanto e tomo meu café quente com dores inexplicáveis de vergonha.
Dos píncaros de Nova York até o ínfimo buraco de uma favela, sempre tem a figura sinistra de um destruidor de sorriso; uma sombra nefasta da morte.
Quem tem olhos, vê. Quem não tem olhos, mata.
Não tentem me acordar para a Fé. Ela esta guardada em um cofre de tesouros ou quinquilharias dentro de mim, em algum lugar. Não se turbe vosso coração com a minha pouca fé. Não se incomodem com minhas dúvidas. Pratique, por um pouco, não ser tão importante quanto o primogênito divino, já que você não é e nem eu sou.
Almoço, aflita, com dor num músculo cheio de sangue que, outrora, significava residência do amor, mas, neste momento do tempo, vive apertado, lacerado diante de uma guerra inútil e incoerente entre residentes de um pontinho desprezível no Universo.
Será que, simplesmente, não era para sermos mais felizes? E se, inexoravelmente, a humanidade continua sua caminhada em direção à morte, não seria melhor amar? Conseguiríamos? Não. Nunca.
Não é provável que sejamos à imagem e semelhança do Criador. De fato, não é possível que sejamos. 
Podemos ser Seus netos, filhos de Seu filho, aquele que Isaías chamava de "estrela da manhã" ou Lucem Ferre ou Heilel ben-shachar. Ah, filhos dele, podemos ser. É bem provável que sejamos. Lucem Ferre, ele sim, deve ser o pai verdadeiro da maioria dos humanos. 
        

Lucem Ferre ou Heilel Ben - Schachar o Estrela da Manhã.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

QUEM NÃO SE ENTRISTECE?

Tantos motivos para se entristecer...
Desde os mais comezinhos até os trágicos.
A tristeza pura e sem motivos da depressão profunda.
Melancolia, apatia, saudades, dores morais, dores físicas.
Por tudo isso, se entristecem, os humanos.
Tantos motivos...
Uma música adoece os sentimentos e jorram lágrimas.
A conscientização de um erro irreparável.
A dificuldade em mudar um hábito.
A vontade intensa que não se realiza.
O inútil olhar para trás, o balançar desanimado da cabeça, a aceitação inevitável.
Tantos motivos...
O olhar de cão abandonado. O olhar de seu cão velhinho.
O destino dos animais...

Todos entristecem. O mundo é triste. Sempre foi.
Muitos foram tristes. Marylin, Hayworth, Virginia Wolf, Sartre, Nietzsche, Casimiro de Abreu...

E por sermos tristes, buscamos a alegria.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Quando o medo vem...


O medo vem quando nós estamos no escuro e o que era objeto na claridade, começa a ter vida.
Quantas noites, na casa de tábuas em que morei no Paraná, via a cadeira do quarto crescer e assumir formas humanas, a lamparina encima do caibro emitindo uma luz, de cheiro queimado de querosene, lambendo a parede e desenhando cenas grotescas de monstros, ao estilo de Fuseli, e, quando sentia a solidão da noite, povoada de gritos de animais, criquilar de grilos desesperados, o coro soturno de coaxar de sapos e incontáveis sons noturnos abissais, eu colocava a mão na cabeça e soltava um gemido baixo e angustioso, talvez Edvard Munch tenha retratado esse desespero bem antes de meu nascimento.
Nessa tormenta noturna, eu conseguia apenas emitir uma palavra, quase um sopro:
Mãe. 
Como um passe de mágica, ela aparecia na porta de meu quarto e, as vezes, dormia ali mesmo, em outras, me levava para sua cama ou então rezava uma Ave Maria que eu só ouvia até "bendita sois, vós, entre as mulheres..."
E, assim alvorecia no Paraná.
Cheiro de café, de chá mate, de pão fresco... Eu levantava... bença pai, bença mãe.
Deus te abençoe. 
Eu tinha os dois a meu favor, ao meu lado. Eles me olhavam e era tudo muito bom, muito misturado com o café quente e cheiroso que eu não podia tomar. "Ataca o estômago da menina". A menina era eu. Por isso, o chá. Ela me cuidava. Eu a amava. Eu amava ele, mas, ela, ela era... ela era ela. Minha. Minha, tão minha.  Minha mão segurava a dela e eu sentia seu calor. 

Fui muito feliz ao seu lado. Continuo trazendo essa felicidade em meu coração.
Hoje, nas noites insones, em que as criações de Fusili ou Munch vêm me espreitar, eu as recebo com bom ânimo. Não tenho medo...
Ela me ensinou a tranquilidade da resiliência.


terça-feira, 3 de maio de 2016

BAIXE MEU LIVRO EM PDF GRATUITAMENTE "A BOCA DE SÃO PAULO"


Fui explorada durante, quase toda, minha carreira como simbolo sexual.
Lancei meu livro online e vendeu muito bem. Fui procurada por uma editora, que decidiu lançar o livro impresso. A editora, após minha revisão e ok, manipulou meu livro, editou como bem quis, provocando erros imperdoáveis e, jamais apresentou nota fiscal. No entanto, o que mais me magoou foi o fato de ter excluído a bibliografia onde eu coletei minhas pesquisas e exaltei o trabalho de muitos profissionais da era da Pornochanchada.
ENTÃO, sabendo muito bem, que livros no Brasil, não rendem dinheiro e, graças a Deus e ao meu esforço pessoal, tenho uma vida simples, mas tranquila, decidi disponibilizar, gratuitamente, o que, escrevi.
PEÇO ATENÇÃO: não há correção ortográfica. Você vai encontrar erros, sim. Se não gostar ou se você for professor de Português ou apenas um chato, corrija - os para mim.
SE quiser comentar, seja seguidor do blog.
Aí está o meu livro. Se é bom ou se é ruim, não me importa, o que importa é a realidade e emoção daquilo que vivi.

Clique com o botão direito no Link e escolha abrir Link em uma nova guia
https://files.acrobat.com/a/preview/2e761d4d-1fab-44f6-9ecd-3148914ec8de




sexta-feira, 1 de abril de 2016

Esperança e Desesperança.


Às vezes, fico tão sem esperança que gostaria de ir contra tudo aquilo que acredito.
SOFRO POR ESPERAR E SOFRO POR DESESPERAR.

NA ESPERANÇA 
Eu acredito numa vida menos cruel e sem sofrimento dos animais.





NA DESESPERANÇA.
Chego a idealizar um mundo sem nenhum animal para cantar, encantar e nem se transformar em alimentos. 
Um mundo morto, com tudo morto, menos o homem e seus descendentes que não mais irão torturar, explorar, comer, testar, desmatar. 
Nada mais para destruir, a não ser ao próprio homem e seus filhos.


NA ESPERANÇA 
Nós, "os loucos", Aqueles que esperam e esperam e, dificilmente alcançam seus sonhos de Paz, desejamos um futuro perfeito aos filhos dos homens e mulheres do Planeta Terra.



NA DESESPERANÇA
Não desejamos isso, mas tememos que muitos homens lutem e herdem o seco e cruel fruto de seu desamor pelos seus herdeiros, pelos animais e pelo seu berço na Terra.