quinta-feira, 25 de maio de 2017

Somethings about George Harrison in my life... so unfair....

The dream ended a long time ago

I see you in the video....
mas o vídeo é apenas uma lembrança.


Uma imagem...
Uma foto...
Um video...

Mas não É.
Não existe, não mais, nunca mais.

Abstrata é a vida, por mais que pareça sólida.
Nem a rocha é sólida. Nem a água é liquida.
O sonho é abstrato?
O sonho é concreto. Tão concreto que dói sonhar. É apenas um desejo, uma vontade.

Tal qual Yoko Ono, com a voz rasgada, perturbadamente aguda e dissonante, pergunto, Why? Why? Why?
A resposta soa em meu ouvido
Ended up!

A vida existe por alguns instantes e, depois, nunca mais. Como você cantou, eu creio,
we're live in a bad dream.

Você não existe. Nunca existiu.
Tudo passa, tudo se acaba.
Uma noite fria e cinzenta pode durar uma vida toda. O amanhecer não dura o dia inteiro. O amanhecer já se foi, mas, eu acho que it´s always going to be this grey 

Li e ouvi você cantar que All things must pass away, mas eu não queria que você fosse embora.
Você não podia ter se tornado apenas uma imagem.

In my teenage dreams, you would handle me with care.

Deep in the darkest night

I send out a prayer to you

Now in the world of light

Where the spirit free of lies
And all else that we despised


terça-feira, 23 de maio de 2017

Um texto muito depressivo ou muito real.



Não há suavidade na vida.
Há maquiagem.

Onde reside a felicidade de algo finito? 
A finitude pode ser bela no espinho, mas não numa rosa.

Somos seres em constante deterioração. Nunca fomos permanentes. Seres alteráveis.
Altera - se o corpo. Altera - se a mente.
E, povoamos um mundo efêmero. Lutamos para preservar a fugacidade da vida de nossos filhos.

E nova geração surgirá. Louca, esquisita, contestadora, esfuziante, bela, dona do mundo, da verdade e da razão. 
E essa geração também irá se perder no vácuo do tempo.

Loucamente, corremos atrás da felicidade. Não existe. É efêmera. Deixa saudades e amargará a velhice, caso a benção do esquecimento não transformar cada história num vexame nublado de demência.

Presta - se homenagens aos mortos, mas eles não sabem. E, se a religião estiver certa e eles souberem das homenagens, que importa se já morreram? Não viverão para colher os louros das glórias nem corrigir os erros do que já passou. 

Afinal, o que move a vida é a morte infinita.



sexta-feira, 5 de maio de 2017

O amor que fiz ou sonhei ter feito.


ESSA NOITE VOCÊ VAI TER QUE SER MINHA.
                                                                 

Sim. Esta noite você vai ter que ser minha, música de Odair José.
Existe algo nas músicas populares que remetem a sedução, ao desejo intenso, vontade de se apaixonar, de se entregar com amor e paixão.

Essa música me remete à sobressaltada transição de minha adolescência para a juventude nos incríveis anos 70.

Nunca fui normal ou talvez fosse, mas eu me sentia um peixe grande demais para o lago de minha vida e, às vezes, um enfeite num aquário qualquer.  

Eu queria tanto que alguém me quisesse na mesma intensidade que sentia quando ouvia essa música. Talvez, um príncipe roqueiro ou alguém parecido com o George Harrison.

Idealizava, ainda idealizo, um moço cabeludo ou de cabelo sem pentear, magro, sorriso largo, que me olhasse nos olhos, guardasse a guitarra e dissesse: 
Quero ver no seu rosto o meu sorriso alegre.

Então, o sorriso brotaria de nossos lábios, e eu, completamente envolvida, apaixonada mesmo, com o coração batendo forte dentro do peito, responderia quase num soluço: 
Quero esquecer da vida pra viver o amor.

Emocionados, respirando o mesmo ar. Suspirando, como há muito quase ninguém suspira. Aquele suspiro fundo, quase dolorido, de quando o sexo era um acontecimento sagrado, bem antes de se tornar, apenas, mais uma transa com a banal finalidade de diminuir o estresse.
Ao tocar minha pele, por baixo da minha bata branca de rendas, eu desviaria o olhar, tímida e ansiando silenciosamente pelo amor.
Observaria, tolamente que ...
lá fora a chuva tá caindo e não vai parar.

Ele tomaria meu rosto em suas mãos, me encheria de beijos, mordendo meus lábios e, num sussurro, diria: 
Minha vida pode ter fim quando o dia chegar, mas que importa se hoje, estou com você e te amo tanto.

Eu fecharia sua boca com um roçar de meus lábios e o deixaria livre: Não precisa dizer nada pra não se arrepender, tem certos momentos na vida que o silêncio é melhor.

Um tanto melancólica, pois estava liberando – o dos dias seguintes, os quais eu esperava passar ao seu lado. Olharia a chuva caindo.
Nicole! Olhe pra mim. Esqueça que a chuva lá fora ainda não parou. Peça pra que o dia não chegue, pois você me encontrou.

Olho no olho, batimentos igualados, suor escorrendo do desejo, sobrecarregados de amor ofegante, um beijo ávido por entrelaçar corpo e alma, ele, finalmente, diria: 
Essa noite você vai ter que ser minha.

Separando os lábios molhados, facilitando para a retirada da minha blusa e sua camiseta, perdidamente apaixonada, eu gemeria baixo em seus ouvidos:
Esta noite vai ser feita pra nós dois, nem que seja dessa vez e nunca mais, só não quero deixar nada pra depois.

E, começaria o amor.