segunda-feira, 23 de abril de 2012

A vítima e o agressor.

Depois que assumi meu compromisso, consciência e apelo da minha alma em abraçar a causa dos animais, acontece vez ou outra de bater uma divisão assustadora.
Sou das que brigam e não tem medo de cara feia de quem maltrata um ser indefeso, seja um animal e principalmente uma criança. Lembro uma vez que arranquei uma menina das mãos da mãe que a agredia no meio da rua em Campinas. A mãe brigou comigo, juntou populares, fui reconhecida, teve gente pra defender os dois lados. Chamei a mãe para irmos até um lugar mais tranquilo. Ela, amedrontada, pois se a defendiam, também a ameaçavam. Entramos num  fast food e pelo olhar da criança vi que ela queria um Big sandwich. Comprei um pra ela e outro para mãe que estava em prantos por medo de que eu chamasse a polícia. Conversamos e descobri, na mãe, uma vida terrível de maus tratos no passado. A história não parou por aí, mas teve um final feliz. 
Sinto muita raiva de quem, covardemente, maltrata um ser mais indefeso, mas, confesso para meu pesar, não consigo deixar de sentir pena, muita pena mesmo desse covarde.  Para mim, parece que esses agressores são humanos ignorantes e amedrontados, doentes, necessitados de cuidados psiquiátricos, mas, ao mesmo tempo, são humanos a serem temidos por sua crueldade e nenhuma auto - estima a despejar barbaramente sua ira encima de quem não sabe se defender. 
É horrível ver gente desse tipo agindo covardemente, espancando uma criança ou maltratando animal (pois quem ama, de verdade, uma criança não tem coragem de maltratar um animal e vice - versa), 
mas, o que escureceu a alma desses humanos?
Porque a covardia causa raiva e pena em mim?
Queria apenas ter raiva, odiar os humanos desse naipe, mas não consigo. 
Sinto pena e vejo a dor em tudo, no  animal maltratado, na criança espancada e no agressor cruel e arrogante. 


Porque é assim? Porque sempre tristes vítimas de verdugos cruéis?  Pergunta simples, sem resposta e nem vou buscar filosofias e respostas nem perguntas intelectuais, hoje estou simples e em dúvida. Eu não sei nada.

quinta-feira, 5 de abril de 2012


PARA CORA RONAI. 


Li seu relato no FB e me emocionei. 
Não sei o que passa em sua vida e não a conheço intimamente, nem sei se podemos comparar nossas experiências, mas quero contar a minha experiência como forma de tornar - me sua amiga, se me permite. 
Quero dizer que, quando eu saí da mídia, muita gente que eu amava me abandonou e os que eu supunha colegas, sumiram. Doeu muito.  Poucos ficaram, mas ficaram e ficaram comigo. No ano passado quando fiz AMOR E REVOLUÇÃO, alguns tentaram voltar, mas como era no SBT, a maioria continuou me desdenhando e perguntavam se eu ia para a Globo.
Só que nada mais me dói hoje em dia, a cicatriz fechou com o beijo da compreensão, felicidade e o F--- - se que incorporei em meu dia a dia. Eu não preciso de quem me abandona, o que vem deles não atinge mais o meu paraíso interior. Sou eu e quem me ama e quem EU AMO que me importa. F--- - se o resto. Eu quero mais é ser feliz e ter pessoas boas ao meu lado, pois eu sei que sou uma boa pessoa, uma boa amiga, uma pessoa desinteressada, e quem me julga F----se. Nesse sentido o palavrão que uso torna - se um mantra positivo, uma forma de não entrar em contato com a mesquinharia de certos humanos doentes. 
Vivo pelo amor que sinto ao meu redor. Tenho uma filha maravilhosa, tenho amigos que ficaram e amigos novos. 
Ah, e tenho meus cachorros. 
E o Millor, o qual não tive o privilégio de conhecer pessoalmente, fez parte de minha vida como se fosse um amigo que me orientava com sua sabedoria. 
Beijos amiga Cora Ronai.
De sua nova amiga Nicole Puzzi.