terça-feira, 30 de julho de 2013

Mussum, Zacharias, Dedé e Eu.




Trabalhei com eles. Trabalhei para a DEMUZA.
Foi bom demais.
Tive o privilégio de receber um apelido direto da boca do Mussum: Carne de Peixe. Foi assim que ele me chamou desde a primeira vez que saímos para viajar e fazer shows. E, era assim que todos me chamavam. 

Rodamos, de carro, pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Sergipe. Vez ou outra, pegávamos algum avião até outro estado mais distante.
O Dedé e o Mussum adoravam dirigir. O Dedé gostava mais e como o carro, em geral, era dele, então ele tomava a direção e dirigia por horas, 9, 10 horas, às vezes, isso quando o Mussa não estava conosco, porque senão o "Negão" dava uma bronca nele. Aí, parávamos em algum Posto de Estrada, o Dedé tomava café, comia um sanduíche "Churrasquinho" e o Mussum, Steinheiger com cerveja, ou seja lá o que tivesse para beber e, como, jamais, ficava bêbado, ele dirigia para o Dedé dormir, o que não acontecia. O Dedé não dormia, mas descansava do volante.
Mais horas de viagem até a próxima cidade.
Dedé acordava cedinho, todos acordavam cedo, menos eu, que naquela época cansava à toa. 
Ás vezes, a mãe da Simony, Maricleusa, na época noiva do futuro pai da cantora, nos acompanhava, então ela era a "escada" (muito competente, por sinal)  do Dedé na abertura do show, em seguida, ela saía e entrava o Zacarias ou o Mussum ou os 2 juntos e eu fazia a moça bonita que acabava correndo e batendo neles. 
Era uma loucura agradável e extremamente divertida.



OUTRA HORA CONTO MAIS COISA. FOI TANTO TEMPO TRABALHANDO JUNTOS.

Bateu saudades, mas estou feliz, porque eu conheci o Mussum e o Mauro e trabalhei com o maior "escada" de humorista que esse país já teve e poucos reconhecem: Dedé Santana

segunda-feira, 15 de julho de 2013

meu livro A BOCA DE SÃO PAULO

A BOCA DE SÃO PAULO

DOCUMENTO HISTÓRICO SOBRE O CINEMA DA RUA DO TRIUMPHO


A pornochanchada registra uma parte da 

nossa história, não somente das pessoas do 

povo, mas de toda uma sociedade 

institucionalizada e outra radicalmente fora 

de qualquer institucionalização. Abrange da 

elite à massa, de milionários a mendigos. E 

as informações de uma atriz de 

pornochanchada sobre pessoas, filmes, 

comportamento e etc, mesmo sendo de 

forma simples e natural, podem colaborar 

para um melhor entendimento deste 

período. 

É um depoimento espontâneo, sem a análise 

técnica de quem estuda o assunto, mas com 

a emoção da experiência. O fato de ter 

estado lá e sentido na pele já fornecem 

credibilidade e respeito necessários aos 

interessados no tema.

PARA AQUISIÇÃO DE MEU LIVRO 

A BOCA DE SÃO PAULO

ENTRE NESTE SITE




E BOA LEITURA!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A MARMELADA DOS EDITAIS DE CULTURA de Claudio Cunha

A MARMELADA DOS EDITAIS DE CULTURA, por Claudio Cunha.

https://www.facebook.com/claudiocunhaproducoes

Dessa vez foi o Edital de Circulação para peças teatrais da Petrobras Distribuidora. 

Foram 15 milhões, dinheiro público, dinheiro seu, que vai fazer a festa de uns poucos privilegiados. 
Entre os "escolhidos" não vi nenhum dos colegas que encontro nas estradas enfrentando toda a sorte de dificuldades, em tempos que a Cultura é tratada como “quitanda”: teatro com cauções altíssimas, falta de patrocínios, a mídia voltada para o que acontece nas novelas e uma serie de outras despesas. Não fosse a ajuda de pequenos comerciantes, hoteleiros, donos de restaurantes, não haveria o teatro mambembe. 

E pensar que o orçamento do Ministério da Cultura em 2013 beirou os 3 bilhões de dólares. 

Os Editais Culturais, é um atrás do outro, fazendo a farra com o dinheiro do contribuinte. Os felizardos não estão nas estradas, de hotel em hotel. Alguns, medalhões, desfilam nas novelas do horário nobre, gente que nem precisa. Não vou esticar muito o assunto. Apenas algumas indagações.

1 - Pode um espetáculo com 2 recordes no Guinness Book, mais de 2 milhões de espectadores, que há trinta anos circula por todo o pais, apresentando-se tanto nos melhores teatros, como improvisando espaços, levando teatro para cidades que nunca viram teatro, formando publico e profissionais da área, cumprindo com recursos próprios os objetivos que norteiam os editais de cultura, perder para projetos desconhecidos num edital de "circulação de peças de teatro"?

2 - Quais os “obscuros” critérios de pontuação?

3 - Quem são estes julgadores que só sabem o que acontece na telinha da TV, nunca produziram uma peça de teatro, preocupados em agradar uma pretensa elite cultural, torcendo o nariz para espetáculos populares, esquecendo-se que a Cultura tem que ser diversificada, não fosse isso não seria Cultura! Não é o público que paga o ingresso que tem que decidir o que vai ver ou não? 
Conclamo a todos a ficarem atentos. Esta em julgamento o Edital do Premio Myriam Muniz da Funarte, mais um jogo de cartas marcadas onde somos usados sem o menor pudor. Na edição anterior, com o projeto o Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, livro obrigatório nas escolas de todo o mundo, traduzido para mais de 50 idiomas, perdi para 19 projetos desconhecidos, em comum, a maioria, ligados a cooperativas de teatro. Entre eles, pelegos transformados em produtor cultural, artimanhas para pagarmos com dinheiro o dinheiro do contribuinte a dívida política do PT. 

E por essas e outras que o povo esta nas ruas.

Texto de Claudio Cunha

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Cunha

Destaques meus.