quinta-feira, 31 de outubro de 2013

BLACK BLOCS Chico Buarque Grito parado no ar?

Não estou nem contra nem a favor, e posso estar completamente errada, portanto não torça o nariz para ler, ou então nem leia se for para tirar conclusões já pré definidas em sua mente. 

Esse texto é apenas uma reflexão sobre a violência.
Sobre a "falta de ouvidos" aos apelos pacíficos.
Apenas reflexão. Nenhuma bandeira esta levantada.

Vamos à reflexão:

Lembrei de Chico, o Buarque de Hollanda. Antes bastava falar Chico que todo mundo já sabia, hoje, bem, as coisas mudam, as gerações envelhecem, outras surgem e envelhecem e surgem e, no final todo mundo morre mesmo. 

Voltando ao tema: 
Tem uma música do Chico que diz: 

"Já lhe dei meu corpo, minha alegria. Já estanquei meu sangue quando fervia. 
Olha a voz que me resta, olha a veia que salta, olha a gota que falta pro desfecho da festa! 
Por favor,  deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d'água." 

Quando mulheres são assassinadas e ouvimos falar na Lei Maria da Penha...
Quando a família é condenada a viver perpetuamente enlutada e o assassino responde em liberdade...
Quando criancinhas são estupradas e o estuprador recebe o benefício de Progressão de pena e volta a estuprar...
Quando um motorista bêbado atropela um rapaz pobre e joga seu braço num rio imundo...
Quando um vereador diz que mendigo deveria virar ração de peixe...
Quando  aumentam abusiva e injustificadamente as taxas sem se importar com a população...
Quando velhos morrem na fila do SUS...
Quando alguém é assaltado e não reage e mesmo assim é morto e o assassino diz, ele reagiu e mandei bala...
Quando o Gerson Brenner foi para a prisão perpétua de sua cadeira de rodas...
Quando Daniela Perez foi morta e o assassino nem pode ser mais chamado de assassino...
Quando um filho sai e a mãe reza apavorada até sua volta.
Quando um jovem entrega seu celular e é morto enfrente ao portão de casa...
Quando se olha para a miséria do nordeste, das favelas no sudeste, dos enriquecimentos pessoais ilícitos de políticos e empresários...
Quando se sabe que deve - se calar na frente de um poderoso...

Uma camiseta com o nome de um filho, filha, pai, mãe, irmão ou irmã. 

Uma passeata pela PAZ nunca trouxe resultados. Você, leitor, sabe disso. Os humilhados e explorados também sabem.
Tantas mortes e nada muda... Amanhã, a vítima da vez pode ser nossos filhos. 
E nada... Impunidade cresce diante dos manifestos pacíficos. Isso é cruel, mas é real.

Fica a espera, a perda antecipada, a injustiça crescendo. 

QUEM NUNCA TEVE VONTADE DE QUEBRAR TUDO POR TANTA REVOLTA COM O QUE SOFRE OU COM O SOFRIMENTO ALHEIO? SEJA SINCERO!
Pense numa criança, menino e menina, de 4 anos, rasgada nas partes genitais.  

Não resta mais voz, a veia salta e a gota d'água que falta, cai.

Não sei se a postura deles é válida. 
Talvez sociólogos devessem analisa - los. 
Psicólogos pudessem estuda - los.
Isso é possível para compreender e avaliar a atitude desses jovens. É possível, sim.

Talvez políticos pudessem ser menos corruptos.  




Decifra - me ou te devoro!
Urgente entender porque, pelo jeito, não vai parar e onde chegaremos? 






terça-feira, 29 de outubro de 2013

Atordoada e ouvindo a risada de Machiavelli.

Maquiavel descreveu como um "príncipe" deve agir. Machiavelli era italiano e só podia ser.
Mas, o que Maquiavel tem a ver com meu atordoamento?
Quase nada ou quase tudo.
Eu sou bem mais frágil do que aparento.
Sou mal - educada, não pelo meu pai nem pela minha mãe, que eram humildes demais e viam o mundo com os olhos da bondade.
Sou mal - educada por minha causa mesmo.
Nasci tendo pesadelos com a guerra e nem sabia o que era Guerra, aliás, acho que ninguém sabia nada naqueles cafundós do Paraná. Mas, segundo minha mãe, desde  menininha eu acordava gritando e pedindo para ela rezar por causa dos imaginários soldados que se aproximavam. Ela me acalmava com rezas à São Jorge e sua voz rouca me embalava e eu adormecia.
(Óbvio que era caso de psicólogo, mas isso não existia naquela realidade paranaense.)
Cresci invocada, emburrada e sempre na defensiva. Mas, fiz uns 10 anos de terapia e melhorei muito.

Essa experiência infantil fez - me buscar explicações e, acabei nos livros.
Fiquei espantada quando li um livro de Maquiavel, onde ele traduzia a personagem que eu tanto temi na infância: o Príncipe! O condutor, controlador e manipulador de tolos submissos. Reconheci na descrição clara do Italiano o homem mau que me assombrava as noites.

Sempre deixei a vida me levar, mas diferentemente do Zeca Pagodinho, Ronaldo e Ronaldinho, essa Vida que me leva é severina e madrasta e, geralmente, me mete em enrascada, mas se é essa a vida que tenho, é essa Vida torta que amo. Pronto.
Algo em mim enxerga a crueza humana, sem temperos nem sal. Apenas pessoas cruas, reais demais. Não julgo e nem desgosto. Só aceito. Porque se vejo os outros seres em estado bruto, vejo a mim própria "in natura". Infelizmente, para toda a humanidade, apesar das infinitas diferenças, somos todos iguais.

Mas, no caso em voga, os Beagles e o povo que os condena à morte, eu "ouço" a risada triste de Niccolo Machiavelli ressoando sobre nós, pobres e confusos seres humanos. Vejo que Machiavelli saberia entender os torpes e interesseiros motivos de se ter um Instituto tão desnecessário como esse.

No entanto, já disse que sou frágil.
Eu estou atordoada, em tristeza profunda por todos os cachorros que ja vi sofrendo coisas inenarráveis. Veio tudo à tona em minha mente.
Lembrei da vez que tive de levar um cachorro (macho mesmo) para sacrificar porque havia sido estuprado. Outros que foram tão espancados que somente a alma de minha grande amiga Dolores Gonçalves conseguiu deixa - los com vida e ama - los; entre tantas outras crueldades, tantas, tantas...
Alguns de vocês não sabem o massacre odioso e terrível que alguns seres humanos são capazes de perpetuar contra os animais.
Tento me consolar com um argumento ensandecido:
- Bom, se eles fazem coisas terríveis e odiosas com crianças, imagine com bichos...
Contudo, esse argumento só aumenta minha exasperação.

Desculpem - me por esse post lamentoso, mas hoje, como dizia Vinícius, "apaguei o Sol."
Amanhã, vou "passar uma tarde em Itapoã" imaginária e volto com mais força.

Meu pai dizia, em sua vidinha sofrida, que quando era criança, olhou para o Céu e o Céu escureceu, e, de muita gente que vi, poucos sofreram como ele. Relaciono o céu escuro de meu pai com o apagar do Sol de Vinícius.

Se eu acordar amanhã, acordarei como uma Fênix poderosa e rasgando o céu.
Na roça a gente dizia: sou que nem madeira que enverga, mas não quebra.
Por último: se acham que estou sendo dramática demais, obrigada, afinal todo ator e toda atriz carrega uma dramaticidade interior.
ESSA É A DOLORES, HEROÍNA NA SALVAÇÃO DE CÃES SOFRIDOS.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Amigos, Jornalistas, Âncoras e pessoas sensatas e inteligentes




Agradeço a todos que me apoiam nesse momento e que entendem o  porquê de respeitar vidas de outras espécies! Obrigada.

MAS AO OUTROS QUE NÃO ME ENTENDEM OU QUE CRITICAM DE MANEIRA TOSCA OS PROTETORES DE ANIMAIS E A MIM, PRECISO DIZER QUE:

1 - Não posso e nem tenho a pretensão de salvar desde elefantes a batráquios. A Natureza é sábia e deve ter tido um motivo para todos estarem vivendo sobre o planeta.
Não posso salvar as crianças, vítimas inocentes, da Síria, a bem da verdade, nem posso salvar as crianças das ruas e periferias de São Paulo.

2 - Há 20 anos, trabalho com salvamento de animais de rua, seja gato, cachorro ou pássaro, mas, em sua maioria é cachorro mesmo. Não esqueçam que estamos em uma metrópole, onde dificilmente se encontra animais como urso, baleias, onças, sapos, rinocerontes etc para resgata - los de maus - tratos. Além disso, meus recursos de atriz fora da mídia não permitem gastos extraordinários a fim de embarcar no navio de Paul Watson, e não possuo nem mais idade nem força física para tal aventura.

3 - Tenho consciência tranquila de nunca ter ficado com, digamos, o bumbum... bunda mesmo, pregada no sofá ou numa cadeira de funcionário bem pago e criticar atos dos outros sem buscar informação diversas e imparciais de gente mais instruída. Essa posição é  cômoda e egoísta, mas coroada de benefícios, pois lançando petardo sem arredar a bunda do sofá gosmento, dá -se a impressão de estar fazendo algo pelo mundo, afinal, esta posição confortabilíssima faz com que se sintam num trono alto, de onde pode - se comandar exércitos de mediocridade e ignorância e mesmo assim, sentir - se o centro do universo. 

4 - Sou apenas uma ex-atriz de pornochanchada de 55 anos, que se preocupa com os seres humanos e outros seres vivos. Apenas isso. Mas, devido à internet e por ser alfabetizada em colégios do Estado nos anos 70, eu pesquiso, leio, mudo de opinião quando vejo uma diferente e mais coerente do que a minha. Sou flexível. Não sento no sofá destilando veneninho invejoso a esmo. Meus dentes não possuem sulcos inoculadores e flexiono minha "bunda e pernas mentais" a fim de entender melhor o mundo.  

Quem faz, não fala, mas, fala sim quando é necessário. 
Então, acho necessário falar agora:
Na década de 80, tive muito dinheiro, ajudei na construção do "Centro de Convívio e Habilitação para Excepcionais Maria José" em Parelheiros, São Paulo.
Participei da reforma do Centro de assistência Social do Grupo Paz e Amor em Jesus, no Tatuapé, perguntem ao sr Abílio, presidente do Grupo na época.https://www.facebook.com/abilio.depaulasoares?fref=ts
Percorri ruas do centro da cidade de São Paulo, juntamente com voluntários da LBV, no atendimento à moradores de ruas, entre eles, meu filho amado do coração, Maurício, que teve de partir muito cedo, aos 25 anos quando ia se casar,  devido a complicações pulmonares pela longa exposição ao relento.
Trabalhei como voluntária na Febem e lá fui presenteada com outro filho do coração, que não pude adotar, pois eu era solteira e não era permitido naqueles dias adoção por mãe solteira.Encontre - o no FB, 
ou no Twitter https://twitter.com/ronigalvao Um filho que vive independente de mim, mas pelo qual me culpo (coisas de mãe) por não poder ajuda - lo devido aos meus recursos escassos .

PORTANTO, 
1 - NÃO EXIJAM DE MIM MAIS DO QUE ESTÁ ALÉM DA MINHAS FORÇAS!

2 - NÃO ME CRITIQUEM SEM LER ISSO ANTES.


3 - Vão para a p... para o inferno quem desdenha ou pensa que quero aparecer de qualquer jeito na mídia. Sejam mais criativos.
Reparem a data de 80 que coloquei no relato, para deixar claro que minhas decisões pessoais só vem a tona agora, pois quero dizer que:
HOJE EU CUIDO DE QUEM NÃO TEM CORDAS VOCAIS IGUAIS ÀS NOSSAS, PORQUE EU DECIDO A MINHA VIDA E NÃO A RAÇA MEDÍOCRE ATROFIADA E ATADA AO SOFÁ CONFORTÁVEL. 

Criticas de sofá é tacanhice de espírito

Agradeço a todos que me apoiam nesse momento e que entendem o  porquê de respeitar vidas de outras espécies! Obrigada.